sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Autobiografia

Sou como a água, Inócuo, transparente e inodoro também,


Porque como ela, não sou nada;

Não sou carne nem peixe.

Sou neutro, não exerço influência em ninguém,

Como a chuva que molha e depois passa.

Sou aquilo que se bebe sem se sentir,

por isso o meu efeito efémero;

Não deixo o gosto nem, o rasto da minha presença,

Sou como o vento transparente ...



Os olhares atravessam-me e os sentimentos também,

Por isso quem não me conhece,

pode pensar que tenho um coração de gêlo,

Essa é a minha imagem exterior,

Porque o meu interior é de água,

Límpida e transparente, como as lágrimas.

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